
Senado aprova PEC da Segurança

O Senado aprovou na noite de ontem, por unanimidade, a PEC da Segurança Pública, que busca ampliar a integração entre os órgãos de segurança e fortalecer o combate ao crime organizado. Foi 73×0 no primeiro turno e 75×0 no segundo.
Na primeira vez que a pauta foi para votação, o texto ficou travado porque os senadores estavam discutindo se deveriam incluir a redução da maioridade penal nele. No fim das contas, eles decidiram que o tema será tratado de forma separada.
O que vai mudar com a novidade
Sistema Único de Segurança Pública (SUSP): É criado e entra na Constituição, com regras de integração entre União, estados e municípios.
Ministério da Segurança Pública: Permite que o governo federal crie uma pasta permanente para o tema — que hoje é Secretaria dentro do Min. da Justiça.
Combate ao Crime Organizado: Prevê regimes mais rigorosos para lideranças de organizações criminosas, milícias e grupos paramilitares.
Polícias Federal e Rodoviária: Amplia a atuação da PF em crimes interestaduais/internacionais e estende o policiamento da PRF para ferrovias e hidrovias federais.
Polícias Municipais e Recursos: Autoriza a criação de polícias municipais civis e coloca na Constituição os repasses dos Fundos Nacionais de Segurança e Penitenciário.
Agora é apuração

Todas as urnas para as midterms americanas encerraram oficialmente. As pesquisas apontam uma vantagem dos democratas nas votações. Diferentemente daqui, os deputados nos EUA têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores, de seis. Isso faz com que, a cada dois anos, o país renove todos os seus deputados e cerca de um terço do Senado.
As coisas mudaram por lá
O democrata Abdul El-Sayed, de 42 anos, foi eleito senador pelo estado de Michigan, nos Estados Unidos, na terça-feira (03), tornando-se o primeiro muçulmano eleito para o cargo na história do país. Médico e filho de imigrantes egípcios, ele derrotou o republicano Mike Rogers em uma das disputas mais acirradas das eleições legislativas.
Segundo o Metrópoles, El-Sayed enfrentou ataques de Donald Trump durante a campanha e recebeu apoio do ex-presidente Barack Obama. Suas críticas ao apoio americano a Israel também provocaram divergências dentro do Partido Democrata. Após a vitória, declarou: “Vencemos. Juntos. Agora o verdadeiro trabalho começa”.
A saúde tá on

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou por exames de rotina nesta terça-feira (03), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Segundo boletim médico divulgado à noite, todos os resultados estão “dentro da normalidade”. O procedimento já estava previsto na agenda do presidente e foi realizado após uma sequência de compromissos durante a campanha eleitoral. Lula foi acompanhado pelos médicos Roberto Kalil e Ana Helena Germoglio.
A realização dos exames também antecede as viagens internacionais que Lula fará à Turquia e às Filipinas na próxima semana. Com a avaliação médica concluída, o presidente se prepara para retomar a agenda internacional após a vitória nas eleições, que garantiu seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto.
Jorge & Mateus fora
A dupla Jorge & Mateus teve mais um show cancelado após a repercussão do apoio político do cantor Jorge à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026. Nesta terça-feira (03), o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), anunciou que a apresentação dos sertanejos nas celebrações de fim de ano da capital pernambucana não será realizada. Mais cedo, o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), também confirmou o cancelamento do show da dupla no Réveillon da cidade. As decisões ocorreram após críticas e manifestações de boicote nas redes sociais, motivadas pelo posicionamento político do artista.
Ao anunciar a decisão, Victor Marques destacou a importância da festa para a economia local e afirmou que o Réveillon do Recife continuará sendo realizado. Segundo o prefeito, o evento movimenta setores como hotelaria, bares, restaurantes e serviços ligados ao turismo. Os cancelamentos aconteceram depois que Jorge participou de uma mobilização de artistas sertanejos em apoio a Flávio Bolsonaro, o que levou parte do público a questionar a contratação da dupla para as festas de fim de ano no Nordeste.
Na mira
O Ministério Público do Chile pediu a condenação do ex-jogador Jorge Valdivia, de 43 anos, a 22 anos de prisão por acusações de crimes sexuais contra duas mulheres. A denúncia, apresentada pelo promotor da Unidade de Gênero, Rodrigo Célis, prevê 12 anos de prisão por estupro e outros 10 anos por abuso sexual. Os casos teriam ocorrido nos dias 18 e 20 de outubro de 2024, em Santiago. Uma das testemunhas é a ex-deputada Maite Orsini, que mantinha um relacionamento com o jogador na época e trocou mensagens com ele em um dos dias investigados. Ela prestou depoimento para ajudar a reconstruir as circunstâncias dos acontecimentos.
Uma das mulheres relatou que se encontrou com Valdivia em um restaurante peruano, em Providencia, no dia 20 de outubro e, após consumir bebidas alcoólicas, não se lembrava do que aconteceu posteriormente. No outro episódio, ocorrido dois dias antes, o encontro teria começado no restaurante El Toro, em Vitacura, e terminado na residência do ex-atleta. A defesa nega as acusações e sustenta que as relações sexuais foram consensuais nos dois casos. Os advogados também afirmam que registros de vídeo anteriores e posteriores a um dos episódios respaldariam a versão do jogador. Valdivia teve passagem pelo Palmeiras, onde conquistou a Série B de 2013, duas Copas do Brasil e o Campeonato Paulista de 2008, além de ter sido campeão da Copa América de 2015 pela seleção chilena.
Paz à vista?
A Rússia confirmou que realizará negociações de paz com a Ucrânia e os EUA em Abu Dhabi na semana que vem, nos dias 10 e 11/nov. Uma autoridade americana disse que medidas de segurança para o pós-guerra também serão discutidas no encontro. A expectativa é que Putin faça mais concessões depois que Trump suspendeu sanções às vendas de diesel russo.
Pediu para sair
O ministro dos Transportes da Espanha renunciou depois do grave acidente ferroviário no país causado por uma falha no sistema de segurança. O problema aconteceu nove meses após outro acidente na mesma linha, que matou 46 pessoas.
Fechou o cofre
Donald Trump afirmou que encerrará no fim deste ano um acordo de 10 anos com Israel que previa o envio de US$ 3,8 bilhões/ano ao país até 2028. Apesar disso, o presidente americano disse que, se for necessário, retomará as medidas. O premiê de Israel já disse que deseja reduzir a dependência dos EUA.
Guerra sem fim
Os EUA realizaram novos ataques a uma ilha iraniana. O objetivo seria proteger ativos americanos na região depois que o Irã disparou contra uma aeronave do país. O governo Trump teria mantido o ataque em sigilo para evitar dar uma dimensão maior ao evento do que ele realmente foi.
Pra finalizar
Últimas páginas
Se o ano fosse um livro, estaríamos nos dois últimos capítulos. Ainda dá tempo de virar a trama, resolver um conflito e até mudar o final. Só não vale fechar o livro antes da hora. Boa quarta-feira!
Frase de Para-choque
“Casei com Maria, mas viajo com Mercedes.”