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Com virada inédita, Lula é eleito presidente do Brasil pela 4a vez

A Coluna do Lúcio Ferrari conecta o leitor ao que realmente importa: as histórias, os desafios e as conquistas de quem vive e transforma o Mato Grosso do Sul, um retrato autêntico do nosso cotidiano.

Por: Lucio Ferrari
26/10/2026 às 06h19
Com virada inédita, Lula é eleito presidente do Brasil pela 4a vez

Com virada inédita, Lula é eleito presidente do Brasil pela 4ª vez

Ele conseguiu o tetra. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu as eleições presidenciais, tornando-se o primeiro presidente do Brasil a conseguir um quarto mandato. Com o feito, ele iguala o recorde de Franklin Roosevelt, presidente dos EUA.
Com uma vantagem de 3,58%, o atual presidente recebeu 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro ficou com 48,21% dos votos.
Essa foi também a primeira vez da história que um candidato que perdeu no primeiro turno conseguiu virar e vencer no segundo turno.
O que explica essa virada?
De forma simples, pode-se dizer que os indecisos e aqueles que não votaram no primeiro turno ajudaram a definir o resultado das eleições.
Isso porque Lula teve uma vantagem de votos equivalente à soma de todas as abstenções mais 50% dos votos da terceira via. Falando em abstenções, o número caiu em 1,87pp frente ao primeiro turno.
Para se ter ideia, a única outra vez na história que o 2° turno teve menos abstenções que o 1° foi em 2022 — quando a diferença foi de 0,36%. O movimento indica um reflexo da polarização e da alta rejeição aos nomes “finalistas”.
Isso significa que virar voto funciona? Pelo visto, sim. De todos os novos votos e terceiras vias, 3 em cada 4 foram para o Lula. 

Não aceitou a derrota

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (25) que não reconhecerá a vitória de Lula (PT) e pedirá a anulação da eleição. A declaração contraria sua promessa de 16 de outubro, quando afirmou que respeitaria o resultado independentemente de quem vencesse.
Flávio questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que prorrogou a votação até as 19h. A própria campanha do senador, porém, havia solicitado uma extensão semelhante em municípios de cinco estados, alegando chuvas, alagamentos e bloqueios de estradas.

TSE rebate Flávio

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rebateu uma declaração de Flávio Bolsonaro (PL) sobre a fiscalização da apuração das eleições e afirmou ser falsa a informação de que fiscais do partido teriam sido expulsos da sala-cofre da Corte. A manifestação ocorreu após o senador questionar o processo eleitoral e levantar suspeitas sobre a condução da apuração que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, neste domingo (25).
A sala-cofre do TSE é o espaço onde representantes autorizados acompanham etapas da totalização dos votos. Segundo a Corte, a informação divulgada sobre a suposta expulsão dos fiscais do PL não corresponde aos fatos.

Não comprometeu

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a prorrogação do horário de votação no segundo turno das eleições, neste domingo (25), não comprometeu o processo eleitoral. “Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Temos absoluta confiança em todo o processo eleitoral”, declarou o magistrado, ao garantir que a equipe técnica da Corte conseguiu contornar as dificuldades provocadas pela medida.
A votação foi estendida até as 19h, após decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), motivada por denúncias de dificuldades no transporte de eleitores. Kassio reconheceu que a determinação, tomada em caráter inédito, exigiu mudanças operacionais, incluindo o bloqueio temporário do recebimento dos boletins de urna para preservar a segurança da apuração. Após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o candidato derrotado, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que pretende recorrer à Justiça para pedir a anulação do pleito.

Maioria no Supremo

Com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente poderá indicar ao menos quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) até o fim de 2030. Além da vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, Lula poderá escolher os sucessores de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, que atingirão a idade limite de 75 anos durante o próximo mandato. Com isso, o petista poderá ampliar sua influência sobre a composição da Corte, que tem 11 ministros.
As indicações presidenciais precisam ser aprovadas pelo Senado, responsável por realizar a sabatina e votar os nomes escolhidos. A definição do substituto de Barroso depende da indicação de Lula e da tramitação no Congresso, em meio às articulações políticas após o resultado das eleições. Caso as quatro indicações sejam confirmadas, o presidente poderá chegar a 13 escolhas para o STF ao longo de seus quatro mandatos.

Janja feliz

Janja Lula da Silva comemorou a reeleição do marido, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste domingo (25), e afirmou que “o povo brasileiro venceu”. A primeira-dama publicou nas redes sociais um vídeo em que aparece abraçando o presidente durante a celebração da vitória, em um hotel em São Paulo. Nas imagens, Lula dá um beijo na cabeça de Janja antes de abraçá-la, em meio à comemoração com aliados políticos.
Com a vitória no segundo turno, Lula garantiu seu quarto mandato presidencial e protagonizou uma virada inédita na disputa: ele havia terminado o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL), mas reverteu o resultado e venceu a eleição. Janja seguirá como primeira-dama pelos próximos quatro anos e acompanhou o presidente durante as comemorações da vitória, que também tiveram um ato com apoiadores na Avenida Paulista.

Pacificação

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pediu humildade a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a reeleição do petista e afirmou que o país precisa superar o clima de agressividade política. Em discurso neste domingo (25), ao lado do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), Alcolumbre disse que o novo mandato deve ser marcado pela pacificação e pelo fortalecimento das instituições democráticas. “Precisamos ter um presidente que efetivamente tem a missão de unir o Brasil, pacificar o Brasil”, declarou.
Alcolumbre também afirmou que o Congresso Nacional deve atuar para solucionar os problemas da população e defendeu o respeito à vontade dos eleitores. Ao comentar a contestação do resultado anunciada por Flávio Bolsonaro (PL), que afirmou que pediria a anulação da eleição, o presidente do Senado rejeitou a possibilidade de questionar o resultado e classificou a vitória de Lula como uma conquista da democracia. “Não há o que se contestar. Foi a vitória da democracia”, afirmou.

Pra finalizar

Lado a lado

Independentemente do resultado das urnas, é sempre bom lembrarmos que estamos no mesmo barco. O futuro do país ainda depende da nossa capacidade de caminha junto e construir um brasil cada vez melhor.

Frase de Para-choque

“Na subida paciência, mas na descida dá licença.” 

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