
Uma morte acidental. A investigação preliminar feita pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) apontou que a morte do bebê, de 3 meses, foi considerada um acidente após ele rolar na cama e se sufocar em um travesseiro durante a manhã desta sexta-feira (19).
A mãe foi ouvida na condição de testemunha, mas esteve a todo momento abalada, conforme detalhes informados pela delegada Nelly Macedo, responsável pela investigação inicial do caso. Outras pessoas também foram ouvidas, mas também tratadas como testemunha.
A princípio, o caso é tratado como morte a esclarecer, justamente por essa situação de envolver um 'acidente' com o bebê, mas ainda deve ser aguardado a finalização do laudo necroscópico para determinar as causas que levaram a morte do bebê - o prazo é de 10 dias, conforme a lei.
Macedo ainda explicou que a mãe da mulher, de 33 anos, estava de passagem pela cidade, já que mora em Dourados - a 225 quilômetros de Campo Grande, e se hospedeu na casa de um amiga para levar o bebê até o pai.
"Nós chegamos no local, conversamos com a mãe da criança, uma testemunha, percebemos que a mãe estava de passagem pela cidade e veio trazer o filho para que o pai conhecesse e durante a noite, o bebê teria rolado enquanto dormia e se sufocou no travesseiro. Quando a mãe percebeu, ele já estava sem vida, eles tentaram reanimar", disse a delegada.
A delegada ainda pontuou que a mãe deu de mama para o bebê ainda na madrugada e voltou a dormir, quando aconteceu o fato.