
A rota da coleta do jogo do bicho, em que apenas um motociclista detalha passar por 30 pontos para o “recolhe” das apostas na região do bairro Nova Lima, saída para Cuiabá, mostra que apesar de tantas operações contra a jogatina, a modalidade segue viva em qualquer esquina de Campo Grande.
Em depoimento à Derf (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos), em 10 de novembro, o homem, que foi denunciar falso roubo de malote, contou que recolhia valores das apostas em residências, bares, mercadinhos, borracharia e conveniências.
A reportagem percorreu parte do roteiro citado e os comércios de fato existem nos endereços mencionados. Em dois deles, os proprietários deram uma mesma versão: deixaram o jogo há anos por não dar lucro. Num bar, o dono de 57 anos disse que até recebia as apostas, mas cinco anos atrás.
“Vi que não dava lucro nenhum e disse: toma aqui o que é de vocês. Fiquei uma semana só com o jogo do bicho e entreguei”, diz o comerciante.
Já o proprietário de conveniência mencionada no roteiro da coleta também afirmou que as apostas eram feitas cinco anos atrás. Ele relatou que ficou três meses na atividade, mas desistiu por não dar lucro.
