
Señor Presidente, adiós!

O Paraguai está vivendo uma semana caótica. Em meio a um escândalo bancário no país, o presidente, Santiago Peña, decidiu renunciar ao cargo. Mas a Câmara rejeitou a renúncia e aprovou, por 78x0, a abertura de um processo de impeachment. Agora, Santiago saiu do país e seu paradeiro é desconhecido.
Peña é acusado de conivência com a quebra do banco digital Ueno, do qual foi acionista até o ano passado, e que deixou milhões de paraguaios sem acesso ao seu próprio dinheiro. Somado a isso, o banco também administrava cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos.
Pode parecer que a renúncia ou impeachment seriam a mesma coisa, mas essa escolha muda o futuro do presidente. Na renúncia, o presidente permanece com foro parlamentar e com a vaga vitalícia no Senado — direito que a Constituição paraguaia garante para todos os ex-presidentes.
Já com o impeachment, Peña perde o foro privilegiado e a vaga no Senado. A tentativa de renúncia foi vista como uma forma de tentar sair da presidência, mas garantir essas “regalias”.
Essa foi basicamente a mesma estratégia que Collor adotou quando renunciou em 1992. Acontece que, depois, o Senado também aprovou seu impeachment e ele perdeu seus direitos políticos por 8 anos.
O Pé-de-Meia vai chegar nas universidades

Os alunos de faculdades públicas podem ganhar uma espécie de poupança em 2027. Isso porque o Ministério da Educação acabou de confirmar que planeja iniciar o Pé-de-Meia Universitário no próximo ano.
Como vai funcionar? A proposta prevê R$ 700 mensais (por 10 meses ao ano) e poupança de R$ 250 ao mês, com essa segunda quantia sendo resgatada na formatura. Assim, serão repassados R$ 38 mil para cada aluno que estiver registrado no CadÚnico — sistema do governo que identifica famílias de baixa renda.
Na prática, o governo está repetindo a estratégia criada em 2024 para o ensino médio. Para se ter ideia do impacto, o MEC registrou uma queda de 61% no abandono estudantil desde a criação do Pé-de-Meia para as escolas.
A ideia é repetir o feito nas federais, onde cerca de 2/3 dos alunos vêm da rede pública e sofrem com custos de moradia e transporte.
Apesar disso, não vai sair barato. O MEC estima um custo de R$ 4,6 bilhões anuais para atender cerca de 485 mil universitários.
Guarda Nacional
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pretende criar uma Guarda Nacional com atuação especial no combate à criminalidade e declarou que vai “ensinar pros bandidos como é que se respeita a sociedade”. A fala ocorreu nesta quinta-feira (05), durante a chamada Live da Vitória, transmitida ao lado do deputado federal André Janones (Rede-MG). Na ocasião, Lula anunciou que pretende enviar ao Congresso Nacional uma medida provisória para criar o Ministério da Segurança Pública. Segundo o presidente, a primeira discussão sobre a proposta seria realizada nesta sexta-feira (06), com representantes da Casa Civil e do Ministério da Justiça.
Lula afirmou que a nova estrutura deverá contar com recursos próprios, preparação das polícias militares e acordos com governos estaduais e prefeituras. Ao explicar o objetivo da iniciativa, resumiu a proposta com a frase: “Ao trabalhador, proteção, ao bandido, prisão”. O presidente, porém, não apresentou detalhes sobre o funcionamento da Guarda Nacional, o custo da estrutura nem quem ficará responsável por comandá-la. Durante a transmissão, também comemorou a aprovação da PEC da Segurança Pública pelo Senado, na terça-feira (03), que recebeu 73 votos favoráveis.
A importância da rede

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (05) que provavelmente não teria percebido a importância das redes sociais para a comunicação com a população caso tivesse vencido a eleição presidencial no primeiro turno. A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo no YouTube, ao lado do deputado federal André Janones (Rede-MG), que questionou se o presidente teria dado a mesma atenção às plataformas digitais em seu mandato diante de uma vitória sem segundo turno. “Certamente que não. É por isso que eu acho que na minha vida, Deus escreve por linhas tortas”, respondeu Lula.
Na sequência, o presidente classificou a disputa em segundo turno como um “presente de Deus” e afirmou que o resultado impediu que “Satanás” governasse o país, em referência ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na eleição. A declaração ocorreu durante a conversa sobre o papel das redes sociais na campanha e na comunicação do governo com os brasileiros.
Sem medo
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta quinta-feira (05) que não teme perder o direito de permanecer nos Estados Unidos após a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato, que garantiram ao partido o controle do Congresso americano. Em entrevista ao influenciador de direita Joey Mannarino, antes da Conferência de Ação Política Conservadora (Cpac), realizada em Mar-a-Lago, na Flórida, Eduardo disse que eventuais questionamentos sobre sua situação no país não representam uma ameaça. “Eles vão tentar, mas, pela Constituição e pela lei americana, não cabe ao Congresso revogar vistos ou cidadanias. Portanto, não estou com medo quanto a isso. Minha situação é 100% legal”, declarou. O ex-deputado se mudou para os Estados Unidos em março de 2025 e recebeu o Green Card, documento de residência permanente, em julho de 2026.
“Pé-frio”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de “pé-frio” durante uma transmissão ao vivo nesta quinta-feira (05), ao ironizar a derrota do Partido Republicano nas eleições legislativas dos Estados Unidos. Lula relacionou o resultado à chegada do adversário ao país, onde desembarcou em Miami no dia 28 de outubro, após perder a disputa presidencial brasileira. “Enquanto eu fazia isso, o meu adversário pegava a bandeira americana e ficava beijando. E foi correr agora, pé-frio. Derrotou o Trump. Chegou nos Estados Unidos, o Trump perdeu”, declarou, em conversa com o deputado federal André Janones (Rede-MG).
Abuso do poder
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a abertura de uma investigação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), após ação apresentada pelo partido Novo por suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2026. A legenda questiona 35 atos normativos editados pelo governo entre janeiro e outubro deste ano, sob o argumento de que medidas como o reajuste do Bolsa Família e benefícios ao setor de combustíveis teriam sido utilizadas para favorecer eleitoralmente a chapa presidencial. Lula e Alckmin terão cinco dias para apresentar defesa.
Erika no PT?

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) revelou que considera disputar a Prefeitura de São Paulo nas próximas eleições municipais. A parlamentar afirmou que começou a olhar a possibilidade com interesse, mas ainda não tomou uma decisão sobre uma eventual candidatura. A declaração foi feita em meio às discussões sobre uma possível aproximação entre integrantes do PSOL e o PT. A presidente nacional do partido, Paula Coradi, manifestou apoio à ideia e afirmou que Erika seria uma excelente candidata ao comando da capital paulista.
Além da possibilidade de concorrer à prefeitura, Erika também avalia uma eventual mudança partidária para o PT, mas disse que ainda pretende conversar com a direção nacional do PSOL antes de definir seu futuro político. A deputada, que recebeu cerca de 1,5 milhão de votos na última eleição, afirmou que não descartou a continuidade das conversas com os petistas e indicou que o desfecho ainda pode ser diferente do que vem sendo especulado.
Messias de novo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende insistir na indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), ainda em 2026. O nome foi rejeitado pelo Senado em abril, mas Lula avalia que a decisão teve motivação política e busca retomar as negociações após sua reeleição.
O presidente pretende conversar com Davi Alcolumbre (União-AP) durante uma viagem às Filipinas. Entretanto, uma norma do Senado impede que uma indicação rejeitada seja votada novamente no mesmo ano legislativo, o que representa um obstáculo à nova tentativa.
Pra finalizar
Faca sem fio
Esforço demais para cortar algo simples costuma ser sinal de que falta preparo, não força. Parar para afiar a ferramenta também é trabalhar. Boa sexta-feira e ótimo final de semana!
Frase de Para-choque
“O importante não é chegar, é partir.”