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Flávio Bolsonaro foi conhecer o Tio Sam

A Coluna do Lúcio Ferrari conecta o leitor ao que realmente importa: as histórias, os desafios e as conquistas de quem vive e transforma o Mato Grosso do Sul, um retrato autêntico do nosso cotidiano.

Por: Lucio Ferrari
28/10/2026 às 06h34
Flávio Bolsonaro foi conhecer o Tio Sam

Flávio Bolsonaro foi conhecer o Tio Sam

Durante a madrugada de ontem, Flávio Bolsonaro saiu do Brasil em direção aos Estados Unidos. O caminho cogitado primeiro foi a Argentina, mas depois a hipótese de ter sido pela Venezuela ganhou mais força.
O movimento aconteceu após Alexandre de Moraes, no processo em que Flávio e Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro, determinar — 7 minutos após o resultado das urnas — que o senador entregasse seus passaportes em até 24h.
Como a medida foi descumprida, a PF já cancelou os documentos dele, incluindo o passaporte diplomático que tem como senador.

Por que ele fugiu? 
Alguns dizem que foi por conta da investigação envolvendo Willer, outros que foi devido ao fim do seu foro privilegiado no próximo ano ou ainda porque ele estaria sofrendo uma perseguição política de adversários.
Um aliado do movimento MAGA, de Donald Trump, disse que Flávio Bolsonaro desembarcou ontem em segurança nos EUA e que essa operação — que se chamaria “Alba Operation” — teria sido coordenada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Pela noite, alguns jornalistas apontaram que o próprio Donald Trump acompanhava a situação de perto e puxou a coordenação da operação para a Casa Branca.
Em meio à saída, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, convocou uma reunião de emergência do partido. Flávio não teria avisado nem mesmo o núcleo da campanha sobre a fuga. Essa reunião serviria para ajustar o discurso e definir os rumos da sigla.
A expectativa agora é que os EUA acolham o senador e emitam vistos para ele e sua família. O filho mais velho de Jair Bolsonaro já teria encontrado Eduardo Bolsonaro e estaria planejando dar uma coletiva ainda hoje, explicando a decisão.

Mais gente na mira

O deputado federal Pedro Rousseff (PT) acionou a PGR para que seja avaliada a retenção do passaporte de Nikolas Ferreira. Enquanto isso, Jilmar Tatto (PT) disse que possui informações da PF de que muitos bolsonaristas serão presos.

Centrão

A federação União Brasil e Progressistas (PP) anunciou hoje apoio formal à reeleição de Davi Alcolumbre, do União, ao comando do Senado. O movimento sela o desembarque do Centrão do possível projeto da oposição logo após a vitória de Lula.
Como assim? Nos bastidores, o senador Rogério Marinho, do PL, coordenador da campanha do Flávio, era dado como nome certo caso a direita vencesse a eleição presidencial.
Com o revés nas urnas, o bloco de centro voltou a se aproximar do Palácio do Planalto — quem tem o orçamento nas mãos —, esvaziando a articulação da maior bancada da Casa.
Por que isso importa: Se Alcolumbre continua na presidência, é bem provável que ele siga sem pautar votações de pedidos de impeachment de ministros do STF.

Continua no palácio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continuará morando no Palácio da Alvorada pelos próximos quatro anos, após ser reeleito para um novo mandato. Às margens do Lago Paranoá, em Brasília, a residência oficial tem cerca de 7 mil metros quadrados de área construída e três pavimentos. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e inaugurado em 1958, durante o governo de Juscelino Kubitschek, o edifício se tornou um dos símbolos da arquitetura modernista brasileira, com pilares curvos de mármore branco e amplos jardins.
Além dos ambientes destinados à moradia presidencial, o complexo reúne salões para recepções oficiais, biblioteca com mais de 3,4 mil livros, obras de artistas como Candido Portinari e Di Cavalcanti, piscina, cinema, sala de jogos e áreas de lazer. Os jardins abrigam animais como emas, papagaios, jabutis e capivaras, além de tanques com peixes. Apesar de ser a residência do presidente, o Palácio da Alvorada também recebe visitantes em passeios gratuitos aos domingos, mediante agendamento prévio.

Arquivamento

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento de investigações contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), o pastor Silas Malafaia e o jornalista Guilherme Fiúza, no âmbito do inquérito das fake news. As decisões foram tomadas nesta terça-feira (27), com fundamentos distintos para cada caso. Em relação a Malafaia, Fachin acolheu o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou falta de provas suficientes para sustentar sua participação nas articulações atribuídas a Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo para pressionar autoridades brasileiras por meio de sanções dos Estados Unidos.
No caso de Eduardo Bolsonaro, o ministro considerou que a investigação havia cumprido sua finalidade, já que o ex-deputado foi condenado pelo STF por coação no curso do processo. Para Fiúza, Fachin reconheceu a prescrição da suspeita de incitação ao crime e apontou falta de elementos suficientes para sustentar outra acusação investigada. As decisões também revogaram medidas cautelares impostas a Malafaia e Fiúza, incluindo restrições de viagem, e determinaram a devolução de bens apreendidos.

Discurso de ódio

A Justiça do Trabalho determinou que a deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ) remova, em até 48 horas, uma publicação em que questiona se empresários deveriam manter funcionários que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão liminar foi concedida nesta terça-feira (27), após pedido do Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ). Em caso de descumprimento, a parlamentar poderá pagar multa diária de R$ 5 mil. Na postagem, ela sugeriu que empresários consultassem as redes sociais dos funcionários para identificar aqueles que fizeram o “L”, gesto associado a apoiadores de Lula.
O Ministério Público do Trabalho argumenta que a publicação pode estimular o assédio eleitoral e a discriminação por posicionamento político. Após a repercussão, Índia afirmou apoiar a campanha “Não contrate quem odeia empresário” e negou defender demissões em massa. A decisão também determina que a deputada não incentive empregadores a discriminar, demitir, prejudicar ou perseguir trabalhadores por suas convicções políticas.

Pra finalizar

Laboratório de aventuras

Toda descoberta começa quando alguém decide experimentar algo que ainda não tem garantia de funcionar. Qual foi a última vez que você tomou risco e sentiu aquele frio na barriga? Boa quarta-feira!

Frase de Para-choque

“Não durma no volante para não deixar chorando quem te espera sorrindo.” 

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