
Deputado Gay?

Pela primeira vez em 49 anos, Mato Grosso do Sul elegeu um deputado estadual assumidamente gay com a proposta de defender pautas LGBT+ na Assembleia Legislativa. O professor douradense Tiago Botelho (PT) recebeu 39.387 votos nas eleições deste domingo (4) e terminou como o sexto candidato mais votado para o cargo.
Em entrevista ao Campo Grande News, Botelho classificou a eleição como um avanço na representatividade política do Estado. “Ser o primeiro deputado LGBT da história de Mato Grosso do Sul mostra avanço e representatividade”, afirmou.
O petista também destacou que pretende levar para a Assembleia as demandas da população LGBT+ que, segundo ele, ainda enfrenta discriminação por causa da orientação sexual. “Não chego sozinho na Assembleia, chego com homens e mulheres que, por sua orientação sexual, são discriminados”, declarou.
Podemos confiar em pesquisa?

Os resultados do 1º turno das eleições revelaram cenários distintos dos projetados por pesquisas de opinião divulgadas nas últimas semanas em alguns estados. Tanto no âmbito nacional, quanto no estadual, os principais institutos do países projetaram cenários divergentes dos observados nas urnas nesse domingo (4/10).
Os institutos minimizaram os erros, alegando que as pesquisas indicam “retratos do momento” e que houve até indicação de forte um “voto útil de direita” a favor de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.
Mas o fato é que nenhuma das últimas sondagens divulgadas para disputa presidencial conseguiu projetar o resultado real de domingo. Levantamentos feitos por Datafolha, Quaest, Atlas, CNT e Real Time Big Data, aos dias anteriores ao da votação, mostram o presidente Lula na liderança das intenções de voto.
Campeão da rede social

As eleições de 2026 para deputados federais mostraram a força da internet e das redes sociais no pleito democrático. Candidatos que se destacam nas plataformas digitais conseguiram transformar o número de seguidores em votações expressivas em diferentes campos políticos.
Um dos maiores exemplos da projeção que a internet pode gerar é o estado de Minas Gerais. O candidato Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos políticos bolsonaristas com maior alcance nas redes, recebeu mais de 3,1 milhões de votos em Minas, se tornando o deputado mais votado da história do Brasil. Ele mais que dobrou os 1,49 milhões de votos que recebeu nas eleições de 2022.
Com mais de 22 milhões de seguidores no Instagram, o alcance de Nikolas não ficou restrito a sua própria candidatura — outros 21 candidatos apoiados publicamente pelo mineiro foram eleitos nesse domingo (4/10) para a Câmara dos Deputados.
A segunda deputada federal mais votada em Minas Gerais foi Ana Elisa (PT), de 21 anos. A jovem mineira obteve mais de 500 mil votos em sua primeira candidatura e destacou a importância da internet no debate contemporâneo.
“Olha, se a esquerda não dominar as redes sociais, nós vamos perder. Eu tenho dito isso desde o início”, disse a deputada.
O candidato Lucas Pavanato (PL) passou de vereador por São Paulo para ser o deputado federal mais votado no maior colégio eleitoral do Brasil. Ele recebeu mais de 3 milhões de votos. Em 2022, Pavanato concorreu a deputado estadual e obteve pouco mais de 30 mil votos.
Pavanato é um dos políticos com maior engajamento nas redes sociais, entre posts no Instagram e debates contra figuras de esquerda em podcasts no YouTube. No Instagram, ele conta com mais de 5,5 milhões de seguidores.
Ato isolado
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul trata como um “ato isolado” o disparo que atingiu a sede da Corregedoria-Geral da instituição, no bairro Santa Fé, em Campo Grande.
Segundo a corporação, a investigação não encontrou, até o momento, indícios de que o homem preso pelo caso tenha ligação com atividades da Polícia Civil ou que o disparo tenha sido motivado por retaliação.
Os elementos reunidos até agora também não apontam qualquer vínculo do suspeito com ações desenvolvidas pela instituição, seja recentemente ou em período anterior. A investigação segue para esclarecer as circunstâncias do disparo.
Pausa na política
Depois de ficarem como suplentes na disputa pela Assembleia Legislativa, Marcelo Miranda (PP) e Junior Mochi (MDB) já sinalizam que o próximo ano poderá ser de mais dedicação à vida pessoal.
Marcelo, ex-titular da Setescc, fala em cuidar da família, dos negócios e “repensar um pouco” sobre tudo. Já Mochi pretende concluir o atual mandato com a mesma responsabilidade, mas admite que ainda não tem projeto político para 2027.
“Não tenho nenhum projeto ainda na esfera política”, afirmou o emedebista. Segundo ele, os próximos passos dependerão das conversas e discussões que ocorrerem daqui para frente.
Por enquanto, a política fica em segundo plano — pelo menos até novas definições.
Rivais de volta
A nova composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul vai promover, em 2027, o reencontro de dois ex-governadores que protagonizaram disputas políticas no Estado: Zeca do PT e André Puccinelli (MDB).
Os dois foram eleitos para a próxima legislatura e terminaram entre os mais votados. Zeca recebeu 42.714 votos, enquanto Puccinelli conquistou 40.602 votos, uma diferença de 2.112 votos.
O reencontro ganha um ingrediente a mais: os dois, que já foram adversários em diferentes momentos da política sul-mato-grossense, agora dividirão novamente o plenário da Assembleia a partir de 2027.
Pra finalizar
Por trás das cortinas
Às vezes, o que precisamos não é de uma grande mudança, mas de um novo olhar para as coisas que já fazem parte dos nossos dias. Há beleza em lugares que a pressa costuma esconder. Boa terça-feira!
Frase de Para-choque
“Ultrapassagem proibida, paixão liberada.”