
A corrida do segundo turno

Os presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) devem iniciar a disputa do segundo turno de olho nos eleitores dos 10 candidatos derrotados na primeira etapa da eleição.
Os 10 nomes acumularam mais de 9,3 milhões de votos — cerca de 7,81% do total. Já a diferença entre Flávio e Lula ficou em pouco mais de 2 milhões de votos.
Com 99,99% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral, o 1º turno teve o seguinte resultado:
Flavio Bolsonaro (PL) — 56.104.268 votos — 47,03%
Lula (PT) — 53.876.617 votos — 45,16%
Escritor Augusto Cury (Avante) — 3.448.551 votos — 2,89%
Renan Santos (Missão) — 2.675.878 votos — 2,24%
Ronaldo Caiado (PSD) — 2.605.128 votos — 2,18%
Zema (Partido Novo) — 326.486 votos — 0,27%
Desempenho
As eleições deste domingo (4/10) no Brasil, que terminaram com segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), foram destaque na imprensa internacional.
O The Guardian destacou que o desempenho de Flávio, que terminou à frente de Lula, foi “melhor do que o esperado” e que ele chega ao segundo turno “como grande favorito”. A reportagem também destaca o resultado de candidatos da extrema-direita no Congresso e governos estaduais.
A BBC também avaliou que o “resultado de Bolsonaro superou as expectativas” e que o segundo turno aparentemente está “sob seu controle”.
A CNN Internacional afirmou que a eleição pode “remodelar a América Latina”. Segundo o site, uma eventual vitória de Flávio dará ao presidente dos EUA, Donald Trump, “um poderoso aliado ideológico” e fortalecerá a posição de Washington na busca para conter a influência da China em todo o hemisfério.
Riedel leva no 1º

Eduardo Riedel foi reeleito governador de Mato Grosso do Sul no primeiro turno, com 67,8% dos votos válidos, e seguirá no cargo até 2030. O resultado quebra um jejum de 16 anos sem vitória em primeiro turno para o Governo do Estado.
Com o apoio de importantes lideranças políticas e a estrutura da máquina estadual, Riedel abriu larga vantagem sobre os adversários. Fábio Trad (PT) ficou com 23% dos votos, enquanto João Henrique Catan alcançou 7,48%.
A última vitória em primeiro turno havia sido em 2010, quando André Puccinelli (MDB) foi reeleito.
PL faz nove
O PL será a maior bancada da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, com nove deputados eleitos. PT terá quatro cadeiras; PSDB e PP, três cada; Republicanos, duas; enquanto MDB, União Brasil e Avante elegeram um deputado cada.
Os campeões de votos foram Zé Teixeira, com 54.080, e Paulo Corrêa, com 44.541. Os dois trocaram o PSDB pelo PL para disputar a eleição.
Pelo PT, os mais votados foram Zeca do PT (42.714) e Tiago Botelho (39.387). Já no PSDB, Pedro Caravina alcançou 43.845 votos.
Jamilson na espera
Uma situação ainda pode alterar a composição da Assembleia. Jamilson Name (PP), que teve a candidatura indeferida pelo TSE e recebeu 35.201 votos, aguarda uma possível reviravolta judicial. Se os votos forem validados, ele assume a quarta vaga do PP e Professor Rinaldo Modesto, do União Brasil, perde a cadeira.
Mais mulheres

A bancada federal de Mato Grosso do Sul terá quatro mulheres na próxima legislatura: Camila Jara (PT), reeleita com 153.970 votos, Rose Modesto (União Brasil), Mara Caseiro (PL) e Isa Marcondes (Republicanos).
A mudança reforça a presença feminina na política do Estado, que historicamente teve baixa representação na Câmara dos Deputados. Camila foi a mais votada e seguirá como uma das principais representantes de MS em Brasília.
Rose retorna à Câmara após ter sido deputada federal entre 2019 e 2022. Mara Caseiro estreia no cenário nacional depois de anos na Assembleia Legislativa, enquanto Isa Marcondes chega como representante do Interior, após se destacar na política de Dourados.
Pra finalizar
Depois das urnas
O primeiro turno acabou, mas a vida continua acontecendo fora das urnas. Lembre-se de continuar cuidando das suas escolhas, dos seus planos e de quem está ao seu lado. Bom início de semana!
Frase de Para-choque
“Carregando sonhos e esperanças.”