
Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, com apoio de diversas outras instituições, deflagrou nesta terça-feira, 06/06, a operação “Abra-te Sésamo”, cujo o objetivo inicial foi o de dar cumprimento à 46 mandados de busca e apreensão em um complexo de condomínios invadidos, conhecido popularmente como “Carandirú”, localizado no bairro Mata do Jacinto em Campo Grande-MS.
Na ação foram empregadas aproximadamente 50 viaturas, além de 273 policiais civis do Departamento de Repressão à Corrupção e Crime Organizado (DRACCO), Departamento de Polícia da Capital (DPC), Departamento de Polícia Especializada (DPE) e Departamento de Polícia do Interior (DPI). Além destes, integraram as ações: Policiais Militares do 9ºBPM, Companhia de Canil do Batalhão de Choque, Grupamento Aéreo, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Perícia Técnica e Assistência Social do Estado e Município, totalizando 321 servidores.
A operação teve como resultado a prisão em flagrante de 11 pessoas e duas em decorrência de cumprimento de mandado de prisão e de busca e apreensão. Os presos responderão pelos crimes de tráfico de drogas, posse irregular de arma de fogo e receptação.
Também foram apreendidos 12kg de maconha e 2kg de cocaína, além de duas armas de fogo (um revólver e uma pistola), cerca de 50 munições e R$ 20 mil em dinheiro.
O balanço da ação foi apresentado pela coordenadora, a Delegada Titular da 3ª Delegacia de Campo Grande – Priscilla Anuda Quarti. Segundo a autoridade policial, as investigações tiveram início em agosto de 2022, a partir de ocorrências de crimes patrimoniais (roubos e furtos), praticados na região de abrangência da 3ª DP.
Após o levantamento inicial dos dados, foi representado pelos mandados de prisão e o pedido foi deferido pela 3ª Vara Criminal de Campo Grande. Ainda conforme a delegada, o “Carandiru”, é composto por 44 apartamentos e duas casas térreas e existia uma narrativa difundida por moradores dos bairros Mata do Jacinto e Vila Margarida, de que nenhuma força policial podia entrar no local.
“Neste sentido, a operação veio demonstrar que não existe nenhum lugar que a Polícia Civil".

