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STF julga se abre investigação contra Moraes 
A Coluna do Lúcio Ferrari conecta o leitor ao que realmente importa: as histórias, os desafios e as conquistas de quem vive e transforma o Mato Grosso do Sul, um retrato autêntico do nosso cotidiano.
15/09/2026 06h27
Por: Lucio Ferrari

STF julga se abre investigação contra Moraes 

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira (15/5), a partir das 10h, sessão extraordinária do plenário da Corte para julgar se abre ou não investigação contra Alexandre de Moraes sobre mensagens trocadas entre o ministro e Daniel Vorcaro, no âmbito do Caso Master.
Embora o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, tenha estipulado que somente a PET nº 16.662 será analisada, o cenário ainda é de indecisão em diversos pontos.
Há probabilidade que seja apresentada questão de ordem ou votação em preliminares do pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o relatório produzido pela Polícia Federal a partir de pedido de André Mendonça.
Os ministros presentes teriam de analisar as preliminares, então, antes do julgamento do mérito da questão. Se negarem, segue a ordem do dia, que trata da investigação sobre Moraes. Com a ressalva de que o caso que envolve a conduta de Mendonça está pautado para o dia 23 de setembro.

Contrato já estava pronto

Áudios e mensagens extraídos dos celulares de diretores da Santa Casa de Campo Grande e do empresário Maurício Aparecido Benites, dono da Redvalue Tecnologias, estão entre as provas usadas na Operação Antidotum.
Segundo o Ministério Público, as conversas indicam que o contrato de R$ 150 mil mensais para digitalização de prontuários teria sido articulado antes da formalização pelo setor de Compras. Em 27 de agosto de 2024, Benites enviou ao então diretor administrativo-financeiro Rinaldo Hakme Romano a minuta do contrato e, depois, a versão editável em Word.
Em outro áudio, Rinaldo pede o e-mail da Redvalue para que o setor de Compras refaça a cotação, incluindo a empresa entre as concorrentes. Para o MP, o diálogo reforça a suspeita de que o procedimento formal teria sido inserido posteriormente em uma contratação que já vinha sendo negociada.

Greve nos Correios

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) atendeu, nesta segunda-feira (14/9), um pedido dos Correios para declarar a paralisação dos funcionários, que começou na sexta-feira (11/9), como abusiva e determinou que os sindicatos mantenham 80% do efetivo em atividade.
Estão incluídas na decisão do TST, as unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e áreas administrativas ou de suporte indispensáveis à continuidade de cadeia postal.
Segundo os Correios, a paralisação ocorre em um momento desafiador para a estatal. A empresa informa que mantém como prioridades a redução de despesas e o aumento e eficiência.
De acordo com a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), um dos principais impasses é o plano de saúde dos funcionários. Segundo a federação, a estatal planeja fazer alterações no benefício.

Merenda na mira

O Gaeco/MPMS deflagrou, nesta segunda-feira (14), a Operação Barattieri para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados à merenda escolar em Água Clara.
Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. Os nomes dos alvos não foram divulgados. Segundo as investigações, servidoras municipais teriam se associado a um empresário local para pedir vantagens indevidas. O esquema funcionaria com a elevação dos valores das ordens de compra de alimentos, enquanto apenas parte dos produtos seria efetivamente entregue ao município.
A apuração começou a partir de provas obtidas na Operação Malebolge.

Santa Casa - tem até gráfica no rolo

A D&C Gráfica Rápida e Comunicação Visual recebeu R$ 38,1 mil da Operadora Santa Casa Saúde em 2025 por serviços gráficos, reprográficos e de publicidade. O problema, segundo o MPMS, é que não foram apresentados documentos ao Conselho Fiscal que comprovassem a realização e a entrega dos serviços.
Dos valores, R$ 25 mil foram pagos de uma só vez, em dezembro. O Gecoc aponta que não encontrou contratos, orçamentos, ordens de serviço, artes, materiais impressos ou comprovantes de entrega relacionados à empresa.
A D&C entrou no radar da investigação por estar, segundo o Ministério Público, entre as empresas ligadas ao advogado Paulo da Cruz Duarte, que também prestava assessoria jurídica à Santa Casa Saúde. Para o MPMS, a situação chama atenção porque o advogado tinha acesso a contratos, aditivos e informações internas da instituição enquanto outras empresas ligadas a ele eram contratadas pela operadora.

Pra finalizar

O que você está tolerando hoje que, daqui a um ano, vai querer ter resolvido antes? Às vezes, agir cedo é o maior favor que você faz a si mesmo. Boa terça-feira!

Frase de Para-choque

“Cada km rodado é uma lição aprendida.”