Geral Coluna
Patrimônio em alta
A Coluna do Lúcio Ferrari conecta o leitor ao que realmente importa: as histórias, os desafios e as conquistas de quem vive e transforma o Mato Grosso do Sul, um retrato autêntico do nosso cotidiano.
14/08/2026 06h24
Por: Lucio Ferrari

Patrimônio em alta

O patrimônio declarado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cresceu significativamente entre 2018 e 2026. O valor informado passou de cerca de R$ 1,74 milhão para R$ 8,18 milhões.
O principal destaque é uma mansão no Lago Sul, área nobre de Brasília, declarada por R$ 6,22 milhões. O imóvel foi comprado em 2021, com entrada de R$ 2,87 milhões e financiamento de aproximadamente R$ 3,1 milhões junto ao Banco de Brasília (BRB), inicialmente previsto para 30 anos.
Apesar do longo prazo, o financiamento foi quitado em apenas três anos. A quitação ocorreu em 2024, segundo informações divulgadas sobre a declaração de bens do senador.

Foi por pouco

PL? PT? Missão? Independente da sua escolha, ontem, o senador Flávio Bolsonaro teve dificuldades para registrar sua candidatura à presidência porque apareceu filiado ao Partido Missão no sistema da Justiça Eleitoral.
O prazo para trocas partidárias terminou no dia 4 de abril. Pela regra, depois dessa data, os candidatos que trocam de partido precisam deixar de concorrer na eleição.
Na prática, uma pessoa ainda não identificada filiou o Flávio ao partido fundado por Renan Santos. O timing é importante, porque a data limite para registro das candidaturas é até amanhã às 19h.
Uma das únicas informações disponíveis é que o IP do computador utilizado para cadastrar Flávio é de Minas Gerais. O endereço atribuído ao senador para filiação foi "Rua Dos Bandidos, n° 666, Bairro Miliciano, Rio de Janeiro/RJ".
Depois da polêmica, o ministro Kássio Nunes atendeu aos pedidos dos advogados de Flávio e reestabeleceu a filiação do senador ao PL, liberando o registro da candidatura.

Sem patrimônio

Hertz Dias (PSTU) é, até o momento, o primeiro candidato à Presidência da República a declarar nenhum bem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2026.
Cinco candidatos já registraram suas candidaturas e apresentaram a declaração de bens à Justiça Eleitoral. Entre eles, Romeu Zema (Novo) aparece com o maior patrimônio declarado.
Hertz, por sua vez, informou não possuir bens registrados em seu nome. A declaração faz parte dos documentos exigidos pela Justiça Eleitoral para o registro da candidatura.

Conta de R$ 30 milhões

O Consórcio Guaicurus foi condenado a pagar R$ 30 milhões por danos morais coletivos aos passageiros de Campo Grande, em razão da má qualidade do serviço de transporte coletivo prestado na Capital. A decisão é do juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, em ação popular movida pelo Ministério Público e pela Associação Pátria Brasil.
Para definir o valor da indenização, o magistrado levou em consideração o faturamento mensal médio de aproximadamente R$ 18 milhões do grupo. O dinheiro, caso a condenação seja mantida, será destinado ao Fundo Municipal de Defesa dos Direitos do Consumidor.
A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.

Conselheira de Flávio

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) sinalizou que pretende participar ativamente da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, mesmo fora da área do agronegócio.
Durante uma live do pré-candidato, na noite desta quinta-feira (13), Tereza afirmou estar disposta a contribuir com conselhos e experiência em diferentes setores.
A senadora chegou a aceitar o convite para ser vice de Flávio, mas a composição não avançou após o PP decidir manter neutralidade na disputa presidencial. Mesmo assim, Tereza reforçou que pretende ajudar o senador durante a campanha.

Sem revisão para a JBS

A JBS, gigante do setor de alimentos, teve negado pela Prefeitura de Campo Grande o pedido para revisar débitos de IPTU e negociar o pagamento da dívida com redução de juros e outros acréscimos.
A empresa, que registrou lucro de US$ 2 bilhões em 2025, havia solicitado uma transação tributária individual. O pedido foi analisado pela Câmara de Conciliação Fiscal e publicado no Diogrande desta quinta-feira (13).
Por unanimidade, os integrantes rejeitaram a proposta. Entre os motivos apontados estão a “elevada” capacidade econômica da empresa e o “inadimplemento tributário reiterado”.
A decisão mostra que, apesar do tamanho da dívida e da tentativa de negociação, a Prefeitura não pretende abrir mão dos encargos previstos para a gigante do setor de alimentos.

US$ 80 milhões

O Senado autorizou, nesta quinta-feira (13), o empréstimo de US$ 80 milhões entre o Governo de Mato Grosso do Sul e o BID para garantir financeiramente a PPP do Hospital Regional de MS, em Campo Grande.
Os recursos não serão usados diretamente nas obras, mas servirão como garantia para o pagamento das parcelas devidas à empresa responsável pela parceria, caso o Estado não consiga cumprir as obrigações previstas no contrato.
A operação terá garantia da União.

Pra finalizar

Faça um ato de amor e veja boa parte das suas ganâncias irem embora. Muitas vezes, os bens materiais tentam preencher um espaço que só pertence à generosidade. Boa sexta-feira e um excelente final de semana!

Frase de Para-choque

“Se ferradura desse sorte, burro não puxava carroça.”