Venda sob análise
A venda das empresas que compõem o Consórcio Guaicurus para a HP Mobilidade foi recebida com otimismo pela prefeita Adriane Lopes (PP), mas sem alterar os rumos da intervenção municipal no transporte coletivo. Ao anunciar a negociação, a chefe do Executivo afirmou que vê a mudança “com bons olhos” e destacou que a compradora, sediada em Goiás, seria a maior empresa de mobilidade e transporte público do Centro-Oeste. A declaração, no entanto, não foi acompanhada de números que sustentem a comparação com outros grupos do setor. Enquanto a transição passa pela análise da prefeitura, a intervenção segue mantida.
Virar a página
O vereador Dr. Lívio Leite (União) recebeu com expectativa o anúncio da venda do Consórcio Guaicurus para a HP Mobilidade, empresa de Goiás que deverá assumir o transporte coletivo de Campo Grande. Para o parlamentar, a mudança precisa se traduzir em benefícios concretos para os usuários, especialmente com a renovação da frota considerada sucateada. “É o momento de virar definitivamente a página do transporte coletivo da Capital”, afirmou, defendendo que a troca de comando represente o início de uma nova fase para o sistema.
Cobrança à nova gestão
Integrante da CPI do Consórcio Guaicurus em 2025, o vereador Maicon Nogueira (PP) afirmou que a venda do grupo para a HP Mobilidade precisa resultar em mudanças concretas para os usuários do transporte coletivo. Segundo ele, a negociação “não pode ser um acordo de cavalheiros” que mantenha a mesma realidade enfrentada pelos passageiros. Para o parlamentar, a venda era praticamente inevitável diante da necessidade de renovar a frota e cumprir obrigações contratuais que vinham sendo cobradas há anos. Agora, a expectativa é que a troca de comando represente melhorias efetivas no sistema.
Sem mandato, sem foro
O TRE-MS manteve, por unanimidade, a decisão que resultou na perda do mandato de Neno Razuk (PL) na Assembleia Legislativa. A corte rejeitou o recurso apresentado pelo ex-deputado, acompanhando o voto do relator, juiz Fernando Duque Estrada. Com isso, Razuk segue sem o cargo e sem o foro por prerrogativa de função. Após deixar a Assembleia, ele passou a ser alvo de mandado de prisão sob acusação de liderar o jogo do bicho em Mato Grosso do Sul e, até o momento, não se apresentou às autoridades. O presidente do tribunal, desembargador Carlos Eduardo Contar, não participou do julgamento por figurar no processo.
Plano A é o Senado
A tentativa do PL de atrair a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para compor uma eventual chapa presidencial com Flávio Bolsonaro não avançou. Após reunião nesta terça-feira (21), o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, revelou que a parlamentar reafirmou sua intenção de disputar a Presidência do Senado em 2027. “Não houve acordo”, resumiu. Apesar do impasse, Valdemar destacou que a decisão final sobre a composição da chapa presidencial deverá passar pelo crivo do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem atribuiu o papel de principal estrategista político do grupo.
Largada do Agir
Primeiro partido a realizar convenção em Mato Grosso do Sul, o Agir abriu oficialmente a temporada eleitoral de 2026 com chapa pura e sem alianças. A sigla homologou Jeferson Bezerra como candidato ao Governo do Estado, tendo como vice o professor e pastor Valdenir Duarte. Para o Senado, a aposta será Daniel Rodrigues Júnior, que terá Alessandro Garcia como primeiro suplente e Luciene da Silva como segunda suplente. O partido também lançou seis candidatos à Câmara dos Deputados, mas optou por não disputar vagas na Assembleia Legislativa. Durante a convenção, Jeferson destacou sua trajetória política, iniciada aos 18 anos, e relembrou disputas anteriores para vereador, prefeito de Dourados e senador.
Debates na TV
Prestes a lançar sua candidatura à reeleição, o presidente Lula estuda faltar a todos os debates de TV do primeiro turno. A decisão está dividindo o partido entre os que temem um desgaste do político e quem quer que Lula use o palco contra Flávio.
Por lei, só são convidados obrigatoriamente aos debates os candidatos de partidos com mais de 5 representantes no Congresso. Atualmente, esses partidos são PT, PL, PSD e Avante, segundo o critério que o STF definiu.
Somado à medida, os nomes mais cotados para participarem dos debates são todos de direita: Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos. Esse cenário deixaria o petista como o único nome de esquerda e mais suscetível a ataques.
Essa não é a primeira vez que a estratégia acontece. Presidentes que buscaram reeleição já evitaram debates antes do primeiro turno. O próprio Lula fez isso em 2006, ao final do primeiro mandato. FHC também faltou em 1998 — e venceu já no primeiro turno.
A última pesquisa DataFolha aponta o petista com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 28% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, a diferença é 45% a 37%.
O primeiro debate, organizado pela Band, está marcado para o dia 16 de agosto — data em que Lula planeja lançar sua campanha. Alguns aliados avaliam adiar o ato de lançamento para viabilizar a ida ao debate, enquanto o partido pretende manter os dois eventos no mesmo dia.
Pra finalizar
Já pensou que boa parte da felicidade está no doar-se? Esperamos que a alegria apareça com conquistas e prêmios — mas, muitas vezes, ela está na generosidade com o próximo. Boa quarta-feira!
Frase de Para-choque
“A saudade é passageira, mas a experiência é eterna.”