
Esperança renovada

A deflagração da Operação Suffragium pela Polícia Federal reacendeu as expectativas da ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil) sobre uma possível reviravolta nas denúncias envolvendo a eleição municipal de 2024 em Campo Grande.
Nas redes sociais, Rose afirmou que a investigação representa “mais um passo rumo à vitória da população”, ao destacar a apuração de suposta compra de votos durante o pleito que garantiu a reeleição da prefeita Adriane Lopes (PP).
Derrotada no segundo turno por uma diferença de 12.587 votos, Rose sustenta que o resultado eleitoral foi influenciado por abuso de poder econômico, disseminação de informações falsas e compra de votos. A operação da PF, agora, reforça a expectativa de que os fatos sejam esclarecidos pela Justiça Eleitoral.
Obra sem fim

A reforma da antiga rodoviária de Campo Grande virou mais um símbolo da lentidão das grandes obras públicas na Capital. Quatro anos após o início dos trabalhos, o empreendimento segue longe da conclusão e sem prazo definido para entrega.
A promessa inicial era concluir a revitalização em apenas um ano. No entanto, o contrato firmado com a NXS Engenharia já recebeu oito aditivos, elevando o custo de R$ 16,5 milhões para R$ 26,1 milhões — um acréscimo de R$ 9,5 milhões aos cofres públicos.
Até agora, foram executados cerca de R$ 13,2 milhões, o equivalente à metade do orçamento atual, o que indica que ainda há um longo caminho até a conclusão da obra que deveria devolver vida a um dos espaços mais tradicionais de Campo Grande.
Frio histórico
O inverno mal começou e Mato Grosso do Sul já se prepara para enfrentar a onda de frio mais intensa de 2026. A partir desta segunda-feira (22), uma forte massa de ar polar deve derrubar as temperaturas em todo o Estado.
Segundo o Cemtec, entre os dias 24 e 26 de junho os termômetros podem registrar mínimas entre 0°C e 2°C, especialmente na região sul, com possibilidade de geadas. Além do frio rigoroso, a mudança no tempo também aumenta as chances de chuva e tempestades.
Se as previsões se confirmarem, o Estado poderá registrar as menores temperaturas do ano.
Malha fina

Cerca de 29 mil declarações do Imposto de Renda 2026 ficaram retidas na malha fina em Mato Grosso do Sul, segundo dados da Receita Federal. O número representa 4,42% do total de declarações enviadas no Estado e acende um alerta para os contribuintes.
Entre os principais motivos para as retenções estão a omissão de rendimentos e divergências na declaração de despesas. Neste ano, o volume de declarações com pendências aumentou em aproximadamente 4 mil em comparação com 2025, quando 25 mil contribuintes sul-mato-grossenses caíram na malha fina.
Além de atrasar restituições, as inconsistências podem gerar restrições cadastrais e dificuldades em operações financeiras.
Caneta no SUS

O Ministério da Saúde dará os primeiros passos para avaliar a incorporação das chamadas canetas emagrecedoras ao SUS. A iniciativa será testada inicialmente com 250 pacientes considerados superobesos e que apresentam comprometimento cardíaco.
Os participantes integram a fila da cirurgia bariátrica e serão acompanhados em estudo conduzido pelo Grupo Hospitalar Conceição. A expectativa é que os resultados auxiliem o governo federal a definir a viabilidade da oferta do medicamento na rede pública de saúde.
Caso a medida avance, o tratamento poderá se tornar uma alternativa para reduzir complicações associadas à obesidade grave e desafogar a demanda por cirurgias bariátricas.
Microfone cortado
A inauguração da Casa do Artesanato, em Nova Alvorada do Sul, acabou marcada por um episódio político que repercutiu além do evento. Durante discurso, a vereadora Andrea Fim (PSDB) teve o microfone desligado enquanto criticava a falta de incentivo aos artesãos em anos anteriores.
O prefeito José Paulo Paleari (PP) também chamou atenção ao permanecer de costas para a parlamentar durante parte da fala e fazer gestos de desaprovação. O discurso ainda foi acompanhado por vaias de parte do público.
Andrea relatava dificuldades enfrentadas pelos artesãos em 2024, quando organizou uma feira em frente ao Parque Nelson Tereré, e defendia maior valorização da categoria no município.
Amor e dinheiro
A vice-prefeita afastada de Ribeira (SP), Juliana Maria Teixeira da Costa (MDB), virou alvo de uma denúncia que mistura política, romance e dinheiro público. Segundo o Ministério Público de São Paulo, ela teria desviado R$ 41,2 mil dos cofres municipais para contratar serviços espirituais com o objetivo de afastar um servidor da esposa e manter um relacionamento amoroso.
O caso ganhou ainda mais repercussão após a mãe de santo contratada afirmar que, além da chamada amarração amorosa, teria recebido pedido para realizar um trabalho visando adoecer a esposa do então amante. A vice-prefeita foi afastada do cargo e o caso segue sob investigação da Justiça.
Ameaças

Tudo saiu conforme o não-planejado. O vice-presidente americano, JD Vance, desembarcou na Suíça para um encontro com o presidente do parlamento iraniano, Mohammed Ghalibaf, onde os dois discutiriam uma trégua definitiva no conflito entre os países
Lembrando que o memorando assinado na semana passada previa um prazo de 60 dias para um acordo final focado no programa nuclear iraniano e no levantamento das sanções contra a economia do país.
Tudo parecia bem, com o próprio presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmando que esperava que os envolvidos nas negociações “conseguissem fazer o processo avançar com sucesso”.
Mas o clima de vamos virar a página durou pouco
O Irã já havia iniciado as conversas irritado com os contínuos ataques de Israel contra o Hezbollah no Líbano — mesmo após a assinatura do memorando —, chegando a anunciar um bloqueio no Estreito de Ormuz.
Vendo isso acontecer, Trump elevou o tom e foi às redes sociais ameaçar atacar o Irã "com muita força" se o Hezbollah não fosse contido. Em entrevistas, sugeriu também cobrar pedágio em Ormuz.
A partir daí, o estrago já estava feito na Suíça
Sentindo-se ofendida, a delegação do Irã abandonou as mesas de negociação. Os iranianos avisaram aos mediadores que não voltam a sentar com os americanos até que Trump peça desculpas pelas ameaças.
Pesquisa

A nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado mostrou que o cenário para a corrida presidencial continua parecido, com Lula na liderança, mas traz um alerta para os dois lados da polarização.
No primeiro turno, o presidente Lula mantém a vantagem com 41% das intenções de voto, contra 31% do senador Flávio Bolsonaro. Renan e Caiado aparecem com 3%, enquanto Zema, Aécio, Cury e Samara Martins com 2%.
Já em um possível segundo turno, Lula e Flávio repetem o placar da pesquisa de um mês atrás: 47% para o petista e 43% para o bolsonarista.
O desenho geográfico e social continua idêntico ao de 2022, com Lula liderando no Nordeste (61%), entre mulheres, donas de casa e estudantes, enquanto Flávio domina o universo dos empresários (69% contra 25%) e na região Sul (54%).
O grande entrave para ambos, contudo, é a rejeição. Os dois candidatos aparecem empatados tecnicamente no teto: 48% dizem que não votariam em Flávio de jeito nenhum, enquanto 46% rejeitam Lula.
Pra finalizar
Mais um ciclo começa. Estamos iniciando uma nova semana, uma nova oportunidade para recomeçar, aprender e conquistar.
Que os próximos dias sejam repletos de boas oportunidades, realizações e motivos para sorrir. Que não faltem força, fé e determinação para enfrentar os desafios e alcançar seus objetivos.
Boa segunda-feira e uma excelente semana!
Frase de Para-choque
“Depois da tempestade vem a... enchente.”